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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

EDDYLENE NA ILHA DE CARAS PARTE 29


Ela surtou, ela surtou. Dá outra injeção de calmante na veia. 

Era o que eu ouvida de uma enfermeira carrancuda na enfermaria da ilha.

O que é você bolar todo um plano e nada dar certo gente? Eu comecei a no meio de toda lentidão causada pelos calmantes, a me lembrar das jóias e sapatos que enterrei no jardim. O medo que alguém os achasse  não deixava eu me acalmar por completo. 

No meio de nuvens de lembranças, recordações pesadas e histórias de uma vida que nunca foi das mais corretas, observei La no fundo da sala, Hebe dando ordens. Tudo em câmera lenta. Estava ela, Narcisa, Lucinha Araújo, Lucilia Diniz e mais outras que somente são ricas. Confabulavam e olhavam para mim, confabulavam e apontavam para mim. 

Por um instante pensei; Hebe não estava detida por pedofilia? E vi o erê entrando com uma babá sendo entregue a ela que lhe deu a mão e um beijo na testa. 

Eu estava sonhando, só podia, ou aquilo ali era a maior armação do século. Lucinha Araújo chegou perto de mim e balbuciou algo que me deixou estática, mais do que já me encontrava. “Ideologia, eu quero uma pra viver  O que ela quis dizer com isso? 

Durante toda minha vida, nunca gostei de ameaças veladas e com frases de duplo sentido. Sempre preferi as bem diretas e do tipo “ VOU TE MATAR FILHA DA PUTA “  mas, essa, eu realmente não sabia do que se tratava, o que me deixava em pânico. 

Depois do apagão que o sossega leão me deu, comecei a ficar mais acordadinha e observar as coisas com mais clareza. Vi que o erê era filho adotivo de Hebe, tudo no anonimato. Vi que Lucinha Araújo mãe de Cazuza de 5 em 5 minutos balbuciava alguma frase famosa d filho, o que me deixou mais tranquila diante do ocorrido E VI TAMBÉM, TALVEZ A PIOR DAS VISÕES QUE EU PODERIA TER NAQUELA ILHA. Luana Piovani andando em minha direção......

Oi amiga!! Disse Luana com ar despretencioso, como você está? Espero que bem, porque a gincana começa amanhã....

Oque? Donatella ainda em coma e a gincana seria retomada? Foi quando levei outro susto, Donatella adentrou a enfermaria apenas para refazer o curativo na cabeça. 

Quanto tempo eu estava dormindo? O que fizeram comigo durante todo esse tempo? 

Passei a mão pelo corpo pra ver se tinha cicatriz na direção dos rins. Estava tudo ok, eu não era mais uma vitima dó tráfico internacional de órgãos. Mas tudo ainda estava muito estranho. Levantei da maca, calcei minha rasteirinha Viviene Westwood, meu bolerinho Mugler e caminhei até meu bangalô.

Chegando nele tive outra surpresa. Bila estava sentada na espreguiçadeira da varanda e o pior.......magra.....

Algo grave estava acontecendo.....

CONTINUA......

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

EDDYLENE NA ILHA DE CARAS PARTE 28


Eu já não sabia o que faltava acontecer na porra da Ilha.

Nos parâmetros de normalidade, tudo estava fora dos eixos. Como se o apocalipse estivesse começando ali e eu fosse a anti-cristo ungida pelo mal  abrindo o buraco da morte na humanidade.

Hebe não ficou nem 10 minutos detida, o que foi um tiro no meu próprio pé, resultado? Todas as pessoas que valiam a pena não falavam mais comigo, o que num lugar como esse é de fato o pior que poderia acontecer já que eu não era mais convidada nem para um jogo de gamão.

Me entranhei no meu bangalô e me pus a pensar sobre o que fazer para reverter o quadro trágico no qual me coloquei e nada me vinha em mente até que atinei que todo mundo que prejudiquei tinha perdido algo, ou seja...eu precisaria perder algo de valor para estar no mesmo patamar que todas. Eu precisava espalhar um rumor que meu bangalô foi invadido, fui mantida como refém , sumiram com minhas jóias e agora eu precisava de apoio de todos ali presentes já que os ricos são muito solidários com eles mesmo, SÓ COM ELES MESMOS.

Separei minha caixa de jóias, meus Michel Kors, meus Pradas, fui até o jardim e enterrei tudo dentro de sacos de lixo preto. Voltei pro bangalô, arrumei um cadarço de uma bota YSL, baguncei o quarto todo, revirei os móveis, quebrei luminárias, escrevi PIRANHA de batom da Dior nas paredes, me queimei nove vezes de cigarro, acertei um peso de papel no meu ombro que quase perdi o movimento do corpo todo. Me amarrei numa cadeira e comecei a gritar por horas pedindo socorro. 

Sabe quando você chega a flutuar de tão grande que é a merda que você se meteu? 

Sabe quando você olha sua imagem no espelho e pensa: FUDEU?

Não passou muito tempo e uma ambulância chegou na porta do quarto, 4 enfermeiros  entraram no quarto e eu animada que o plano estava dando certo comecei a gritar: ELES FORAM POR ALI, ELES FORAM POR ALI .

Um deles tirou uma injeção do jaleco, me aplicou na veia e eu me senti como uma leoa perigosa que apareceu do nada em um bairro urbanizado causando medo nos erês na pracinha. Dentro da ambulância eu só me perguntava sem força pra me responder. 

PORQUE RUI? PORQUE RUI? O QUE FOI QUE EU DISSE A ELA RUI?

Foi quando me lembrei que meu quarto era munido de 8 câmeras de segurança que mostravam para a administração tudo o que se passava dentro a não ser que eu as desligasse  antes, o que não fiz.


CONTINUA.....

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

EDDYLENE NA ILHA DE CARAS PARTE 27

Corri para trás de uma árvore e fiquei observando Hebe sacudindo o erê e pronunciando palavras de ordem.

Ela ensinava o menino: ATRAS DA SACOLINHA TEM QUE TER DISPOSIÇÃO, CACHACEIRA SAI DAQUI , ISSO AQUI NÃO É POVÃO.

Ai eu realmente entrei em pânico, a única pessoa da ilha que poderia vir a ter essa fama, a de cachaceira seria eu, mas porque Hebe estaria contra mim.

De paraíso a ilha tinha se tornado um inferno, Bila  entranhada pelo mato com um erê no ori, Luana semi consciente na enfermaria, Donatella Versace em coma prestes a morrer, o erê que eu precisava que morresse de meningite recebendo ensinamentos de Hebe que eu nem sabia porque queria meu fim e eu toda suja, tendo visões de gente fantasiada com roupa  vermelha e sumindo na fumaça da bomba ninja. Sem contar o bilhete anônimo cheio de erro de português que era o que mais me preocupava, pois uma pessoa com uma grafia daquelas, certamente não usaria um silencioso para me apagar, me daria 7 facadas, abriria minha barriga e me penduraria num galho com meu próprio intestino pelo pescoço.  

Voltei pro bangalô e não consegui dormir a noite toda. Amanheceu, fui para o café da manhã e senti um clima de desprezo entre as mulheres da ilha. Eu novamente precisaria fazer algo que desviasse a atenção de mim.

Não tive duvidas, olhei pra Hebe e falei em tom de palestra:

Táaaa meu amor. O que foi a senhora dando aqué pro erê ontem hein? Gosta mesmo de uma nequinha nova né safadona? Mas não te condeno não, lá onde moro os erês vivem lá em casa pedindo biscoito recheado.

Um clima de silencio se estabeleceu, mas o pior foi.....Um juiz da vara da infância sentado na mesa de trás. Ele apenas se levantou, olhou para Hebe e disse. Pode me acompanhar por gentileza, a Senhora está presa.

Hebe nem acreditava no estava acontecendo e me olhou com olhos de indignação. As mapoas da ilha divididas, umas , totalmente contra à pedofilia, já outras, daquele tipo de rica safada que vive mamando neca de erê e caseiro, estavam indignadas e cheias de fúria. 
E o juíz apenas conduziu Hebe.

PUTA QUE PARIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIU!!!!

CONTINUA.....

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

EDDYLENE NA ILHA DE CARAS PARTE 26


Jussara estava pálida, o que me deixou agoniada e com o medo maior do mundo. Não conseguia falar, se tremia toda e tinha uma sutura na nuca com três algarismos romanos, o que me deixou mais apavorada ainda.

Ela só conseguia pronunciar duas palavras, Ximi naiô, Ximi, naiô, Ximi Naiô. E era só o que me faltava, ou ela tinah sido abduzida, ou tava rolando algo muito estranho ali na Ilha, tipo um ritual macabro. 

Eu sempre desconfiei desses lugares dos chiques e famosos, alguma coisa estranha tinha por trás daqueles sorrisos recapeados com porcelana e fluorescentes como os de Ellen Roche. 

Alguma coisa estava fora dos eixos, alguma coisa não estava batendo, alguma coisa estava me dizendo que o babado ia ficar feio, alguma coisa estava  carregada. Quando olho pra trás, Bila estava incorporada num erê praiano, querendo doce, doce, doce, doce. E La fomos nós tentar tirar a entidade.

Bila escapou dos meus braços e saiu correndo pelada pela ilha e não tinha cristão que conseguisse pega-la. Derrubou ombrelones, jogou mesas na água e eu já estava desconfiada de que não era um erê, era o Maguila.

Corremos atrás dela com uma corda de pesca, 2 tarrafas e um pedaço de madeira pra acertar na cabeça e poder carregá-la desmaiada. 

Foi quando novamente vi  o erê que deu a paulada em Donatella recebendo  uma nota de vinte das mãos de Hebe.

Que porra estava acontecendo ali?

CONTINUA....

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

EDDYLENE NA ILHA DE CARAS PARTE 25


Os médicos estavam meio cabisbaixos.

Luana não reconhecia ninguém, exceto... eu.Quando me viram espiando pela janela, imediatamente me pegaram pelo braço e disseram: PRECISAMOS DE VOCÊ NO QUARTO DELA AGORA!!!

Quando cheguei ao lado dela, me cagando de medo é claro, Luana pintava enfurecida  uma foto minha com uma agonia nos olhos que deixava qualquer um com uma certa estranheza no olhar. Quando ela virou pro lado e me viu, começou a gritar: É ELA! É ELA!

Eu mais que rapidamente comecei a gritar também: EU NADA SUA LOKA, EU NADA!

E ela continuou, É ELA QUE SALVOU A MINHA VIDA, ELA ME DEU A VIDA, MINHA MÃE, ME AJUDA, VEM FICAR COMIGO!!!

Pronto, era o que me faltava. A Puta agora  estava com amnésia e além de tudo estava me chamando de mãe. 

Os médicos me aconselharam não discordar dela pelo risco iminente de convulsões  ou morte cerebral ( ahn? ) e lá estava eu do lado da minha inimiga número um, fingindo que era a mãe dela, até a infeliz hora que ela decidiu que era um bebê e queria mamar no meu peito. Que merda!

Por umas quatro horas eu não tive notícias de Jussara, o que me preocupava muito. Já estava imaginando a quantidade de celular, Ipad e câmera fotográfica que sumiriam na Ilha, mas isso era o que menos importava, portanto que ela achasse a testemunha secreta e depois o erê do pedaço de pau. 

Já era noite e estava eu sentada numa cadeira  com a porra da Luana fazendo uma trança mal feita no meu muco e dizendo que hoje era dia de festinha e se ela podia passar meu perfuminho ( aff ) Dei logo duas espirradas de Rexona Teen no olho dela e no que ela ficou momentaneamente cega eu fui na rua ver se tinha notícias de Jussara.

Quando voltei pro quarto, Luana disse: SAFADINHA! TAVA BRINCANDO DE ESCONDER NÉ? ( Loka, loka, loka ) e me deu um mega tapão nas costas.
Sentei novamente na cadeira, já meio puta e cochilei. Fui acordada pelo barulho de pedrinhas na janela... Era Jussara super animada...

CONTINUA...