quarta-feira, 28 de março de 2012

Primeira travesti a fazer doutorado no Brasil defende tese sobre discriminação

Luma Andrade descreve o preconceito sofrido por travestis na rede pública de ensino e aponta lacunas na formação de professores; defesa será em julho

Foto: Arquivo pessoal
 
   Luma, primeira travesti brasileira a defender uma tese de doutorado
Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho.
Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores.
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Criança nos anos de 1970, no município de Morada Nova, a 170 quilômetros de Fortaleza, o único filho homem de um casal de agricultores, era João, mas já se sentia Luma. Em casa, escondia-se para evitar ser confrontada. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito.
Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina, sofria de segunda a sexta-feira na chamada dos alunos, ao ser tratada pelo nome de batismo. Não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro. Aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta.
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Luma se concentrou nos estudos e evitou os confrontos. "Tem momento que a gente quer desistir. Eu não ia ao banheiro urinar, porque eu queria usar o feminino, mas não podia. Então eu me continha e, às vezes, era insuportável”, relembra. Mas ela concluiu o ensino médio e, aos 18 anos, entrou na universidade. Quando se formou aos 22, já dava aulas e resolveu assumir a homossexualidade. Quando contou que tinha um namorado, foi expulsa de casa.

Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola estadual do município de Aracati, a 153 quilômetros de Fortaleza. Apenas ela passou. Contudo, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto.
“Eu não era tida como um bom exemplo”. Durante o período de estágio probatório, tentaram sabotar sua permanência na escola. “Uma coordenadora denunciou que eu estava mostrando os seios para os alunos na aula”. Luma havia acabado de fazer o implante de proteses de silicone. “Eu já previa isso e passei a usar bata para me proteger, esconder. Eu tinha certeza que isso ia acontecer”.
Anos depois, Luma assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante.
“Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.
Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem.

“Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata.
A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos.
Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos.
“Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”.
A tese de Luma já passou por duas qualificações. Ela está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza.

NÃO MEXA NO MEU PODRÃO

terça-feira, 27 de março de 2012

Transexual é desqualificada do Miss Universo Canadá

Jenna Talackova, de 23 anos, de nacionalidade canadense, era uma das 65 finalistas selecionadas para o concurso "Miss Universo", evento organizado pelo magnata norte-americano Donald Trump. E conquanto figurava entre as três favoritas a receber a coroa de diamantes no final, os organizadores decidiram desqualificá-la. A razão? Talackova nasceu homem.

  "Ela não tem os requisitos necessários  para competir no concurso, e isso foi lembrado em diversas oportunidades no módulo de inscrição", manifestaram os realizadores  da 61º edição do concurso de beleza e talento em um comunicado.

- "Jenna Talackova sente-se uma verdadeira mulher e é uma verdadeira mulher. Não esperava que colocassem isso em discussão", disse por sua vez o diretor do evento, Denis Dávila. Não obstante sublinha: - "As regras são muito claras e não existe forma de voltarmos atrás".

Para competir no "Miss Universo Canadá", as aspirantes devem satisfazer alguns requisitos fundamentais: ser cidadãs canadenses, ter entre 18 e 27 anos e não estar grávidas. Não obstante, o regulamento não faz nenhuma menção sobre a mudança de sexo ou intervenções de cirurgia estética.

quarta-feira, 21 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

A DEUSA GABRIELLY RODIN É ELEITA A MELHOR RAINHA DE BATERIA DO CARNAVAL 2012 DE CABO FRIO





O afronto é geral,
tem noção do que é uma Drag passar por cima das pencas de mapoas e ser nomeada a melhor Rainha de bateria do Carnaval de uma cidade?

Pois é queridas, aconteceu e o bafão ta pegando fogo, Miss Gabrielly Rodin ( foto ) foi nomeada por unanimidade  ao cargo e dizem as más linguas que já ta rolando protesto e tudo entre as concorrentes  que possuem rasha.

Fazer o que? A Bela me chega cravejada de cristais, 2 metros de altura e fogos de artifício saqindo das mãos.....Não teria nem pra puta da graciane.

falo mesmo....

terça-feira, 13 de março de 2012

Pai Tatua "Born This Way" Em Apoio ao Filho Gay

Sabe aquelas cenas de filme que você assiste e sai toda cagada de tanto chorar? Pois o vídeo de hoje é um desses. Um pai assume ser bissexual e tatua a frase "Born This Way" no braço em apoio ao filho gay. O bacana que a irmã do moço gravou todo o momento da "revelação". Tem direito ao momento "gente tô passada" + "abraço fraternal", lágrimas copiosas e todo o mundo explodindo em um arco-íris de cores e amor.
 

Tem como não se emocionar?
Talvez esse seja apenas mais um exemplo de como o mundo pode mudar, a tolerância é algo que deve ser vivido e ensinado, e as pessoas por mais rudes que sejam podem sim entender que há diferenças e que eles podem e devem ser aceitas.

"The acceptance is possible! You were born this way!" diz a ultima frase de descrição do vídeo no youtube!

domingo, 11 de março de 2012

Homofóbico se revela gay enrustido em nova campanha

Já dizia o ditado, “onde há fumaça, há fogo”… É com essa ideia que o novo vídeo da campanha “Diga Não À Homofobia”, criado pela agência 11:21, apresenta o ator Marcio Ehrlich interpretando “machão” que se sente incomodado, e ao mesmo tempo seduzido, por diferentes tipos de gay.

AAAAAAADOREI

quinta-feira, 8 de março de 2012